Wednesday, September 8, 2010

CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ


CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ (The naked gun, 1988, Paramount Pictures, 85min) Direção: David Zucker. Roteiro: Jerry Zucker, David Zucker, Jim Abrahams, Pat Proft. Fotografia: Robert Stevens. Montagem: Michael Jablow. Música: Ira Newborn. Figurino: Mary E. Vogt. Direção de arte/cenários: John J. Lloyd/Rick T. Gentz. Casting: Pamela Basker, Fern Champion. Produção executiva: Jerry Zucker, David Zucker, Jim Abrahams. Produção: Robert K. Weiss. Elenco: Leslie Nielsen, Priscilla Presley, Ricardo Montalban, George Kennedy, O.J. Simpson. Estreia: 02/12/88

Tudo bem que comédias inteligentes, com roteiros repletos de diálogos irônicos e humor sutil fazem a glória do gênero, como bem o sabem fãs de gente como Billy Wilder e Woody Allen. Mas nada como uma grandiosa bobagem para que o público esqueça por uma hora e meia o cérebro e gargalhe à vontade. E é exatamente esse o objetivo de “Corra que a polícia vem aí”, um dos filmes mais engraçados da história do cinema.

Tendo como base a série de TV “Esquadrão de Polícia”, que não vingou nos EUA, o trio ZAZ (responsável também pelos hilários “Apertem os cintos, o piloto sumiu” e “Top secret”) criou uma sucessão de piadas infames, normalmente visuais mas também verbais (o que a tradução por vezes acaba perdendo). O herói (se é que pode ser chamado assim) é o Tenente Frank Drebin (um impagável Leslie Nielsen, no papel de sua vida), que recebe a missão de proteger a Rainha Elizabeth da Inglaterra quando ela chega aos EUA. O que talvez parecesse razoavelmente fácil torna-se complicado quando Drebin descobre um plano para assassinar a monarca durante uma partida de beisebol. Para piorar o policial se apaixona por Jane (Priscilla Presley, a viúva de Elvis, rejuvenescida e igualmente hilária), namorada do mentor do plano (Ricardo Montalban, da “Ilha da Fantasia”).

Em menos de hora e meia de filme, o diretor David Zucker consegue destruir dezenas de clichês que povoam os filmes policiais americanos, mal dando tempo para o público se recuperar de uma gargalhada e logo partindo para outra piada. São tantas bobagens acontencendo, às vezes ao mesmo tempo, que fica difícil sacar todas, o que faz a experiência de rever o filme tão divertida quanto assistí-lo pela primeira vez. Engraçado como poucos, “Corra que a polícia vem aí” é imperdível para quem deseja relaxar e dar boas risadas. E, pro bem e pro mal, marcou indelevelmente a carreira de Leslie Nielsen.