7 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Diretor (Michael Mann), Ator (Russell Crowe), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Som
Sem medo de soar machista, pode-se dizer tranqüilamente que Michael Mann é um diretor de filmes de homem. Obras como “O último dos moicanos” (a versão anabolizada com Daniel Day-Lewis) e “Fogo contra fogo” (o primeiro encontro em cena dos monstros Al Pacino e Robert DeNiro) são pistas que levam sem medo à esta afirmação. “O informante” confirma a teoria. Baseado em um fato real, contado em um artigo da revista Vanity Fair, o filme tem uma força masculina que independe de músculos. Estrelado por Al Pacino e Russell Crowe - ambos em um grande momento - o filme de Mann é uma crítica feroz à mídia e a indústria tabagista e sua contundência arrancou elogios unânimes, a ponto de chegar à corrida do Oscar em sete categorias - incluindo as importantíssimas Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado.
"O informante" começa quando Jeffrey Wingand (Crowe, em uma atuação nervosa que lhe rendeu uma merecida indicação ao Oscar), executivo de primeiro escalão de uma indústria de cigarros é demitido e obrigado a assinar um contrato que o proíbe de revelar segredos da empresa. Por mero acaso ele é procurado por Lowell (Pacino, brilhando em cada cena em uma interpretação menos exagerada do que de costume), o produtor do popular programa de TV 60 Minutes, para ser o consultor de um outro programa. Com o seu faro de repórter, Lowell logo descobre que Wingand tem muito a falar e o convence a dar um entrevista exclusiva. A entrevista, que faz sérias revelações sobre mentiras contadas pela indústria do tabaco, acaba sendo gravada, mas impedida de ir ao ar pela alta cúpula da emissora do programa. Enquanto isso, a vida de Wingand se deteriora progressivamente: seu casamento entra em crise e ele passa a ser ameaçado de morte.
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Narrando sua história em tom quase documental, para o qual colaboram a sóbria fotografia do veterano Dante Spinotti e a ágil edição de William Goldenberg e Paul Rubell, Mann utiliza sua experiência de forma a nunca julgar os atos nem as personalidades de suas personagens, ambas em seus limites, sejam eles pessoais ou profissionais. Sem a pressa que poderia atabalhoar o desenvolvimento a contento da trama, seu roteiro (escrito a quatro mãos com o oscarizado Eric Roth) é forte e contundente, sem nunca escorregar na denúncia vazia ou no sentimentalismo barato, ainda que essa opção em diminuir o ritmo deixe o filme um tanto quanto arrastado em alguns momentos. Pode-se até dizer que "O informante" é um filme dois em um primeiro conta a história de Lowell em busca de um furo e depois mostra os dramas na vida de Wingand. Felizmente ambos são da mais alta qualidade.
Afinal de contas, é no show de seus atores que reside a força de “O informante”, Russell Crowe à frente. É quase impossível lembrar da truculência de Crowe em “Los Angeles, cidade proibida” quando se assiste à sua espetacular atuação como Jeffrey Wingand, um homem frágil e impotente diante da ruína de tudo que construiu em vida. Seu trabalho é tão consistente que consegue ofuscar um dos melhores desempenhos de Al Pacino, absolutamente generoso em dividir o palco com o colega neo-zelandês. Um grande drama jornalístico sobre ética e verdade!
"O informante" começa quando Jeffrey Wingand (Crowe, em uma atuação nervosa que lhe rendeu uma merecida indicação ao Oscar), executivo de primeiro escalão de uma indústria de cigarros é demitido e obrigado a assinar um contrato que o proíbe de revelar segredos da empresa. Por mero acaso ele é procurado por Lowell (Pacino, brilhando em cada cena em uma interpretação menos exagerada do que de costume), o produtor do popular programa de TV 60 Minutes, para ser o consultor de um outro programa. Com o seu faro de repórter, Lowell logo descobre que Wingand tem muito a falar e o convence a dar um entrevista exclusiva. A entrevista, que faz sérias revelações sobre mentiras contadas pela indústria do tabaco, acaba sendo gravada, mas impedida de ir ao ar pela alta cúpula da emissora do programa. Enquanto isso, a vida de Wingand se deteriora progressivamente: seu casamento entra em crise e ele passa a ser ameaçado de morte.
Narrando sua história em tom quase documental, para o qual colaboram a sóbria fotografia do veterano Dante Spinotti e a ágil edição de William Goldenberg e Paul Rubell, Mann utiliza sua experiência de forma a nunca julgar os atos nem as personalidades de suas personagens, ambas em seus limites, sejam eles pessoais ou profissionais. Sem a pressa que poderia atabalhoar o desenvolvimento a contento da trama, seu roteiro (escrito a quatro mãos com o oscarizado Eric Roth) é forte e contundente, sem nunca escorregar na denúncia vazia ou no sentimentalismo barato, ainda que essa opção em diminuir o ritmo deixe o filme um tanto quanto arrastado em alguns momentos. Pode-se até dizer que "O informante" é um filme dois em um primeiro conta a história de Lowell em busca de um furo e depois mostra os dramas na vida de Wingand. Felizmente ambos são da mais alta qualidade.
Afinal de contas, é no show de seus atores que reside a força de “O informante”, Russell Crowe à frente. É quase impossível lembrar da truculência de Crowe em “Los Angeles, cidade proibida” quando se assiste à sua espetacular atuação como Jeffrey Wingand, um homem frágil e impotente diante da ruína de tudo que construiu em vida. Seu trabalho é tão consistente que consegue ofuscar um dos melhores desempenhos de Al Pacino, absolutamente generoso em dividir o palco com o colega neo-zelandês. Um grande drama jornalístico sobre ética e verdade!