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Friday, April 1, 2011

ATÉ O LIMITE DA HONRA

ATÉ O LIMITE DA HONRA (G.I. Jane, 1997, Hollywood Pictures/Caravan Pictures/First Independent Films, 125min) Direção: Ridley Scott. Roteiro: David Twohy, Danielle Alexandra, história de Danielle Alexandra. Fotografia: Hugh Johnson. Montagem: Pietro Scalia. Música: Trevor Jones. Figurino: Marilyn Vance. Direção de arte/cenários: Arthur Max/Cindy Carr. Produção executiva: Danielle Alexandra, Julie Bergman Sender, Chris Zarpas. Produção: Roger Birnbaum, Demi Moore, Ridley Scott, Suzanne Todd. Elenco: Demi Moore, Anne Bancroft, Viggo Mortensen, Jason Beghe, Daniel Von Bargen, Jim Caviezel. Estreia: 22/8/97

Vencedor do Framboesa de Ouro de Pior Atriz (Demi Moore)

Mais do que as críticas à sua qualidade ou ao salário milionário de sua protagonista, "Até o limite da honra" ficou conhecido como "o filme em que Demi Moore raspou a cabeça". Vinda do fracasso absoluto de "Stritpease", uma pretensa comédia pela qual recebeu o estratosférico cachê de 12 milhões de dólares - o mais alto pago a uma atriz até então - Moore precisava urgentemente de um sucesso de bilheteria que a fizesse merecer o status de estrela que lhe escapava rapidamente das mãos. O projeto escolhido - e no qual ela assumiu também o papel de produtora - foi um filme onde ela poderia testar seu poder de atração junto ao público sem precisar tirar a roupa. Com um diretor de categoria como Ridley Scott no comando da brincadeira, era de se esperar que tudo desse muito certo. Mas não deu. Apesar de não ser o fiasco que muitos previam, "Até o limite da honra" ficou longe de ser o êxito que Demi necessitava e de certa forma abalou a carreira de Scott, cujo filme anterior, "Tormenta", também havia fracassado comercialmente.

Honestamente, não se pode dizer que "Até o limite da honra" seja um grande filme, assim como é injusto apedrejá-lo como muitos fizeram - e o Framboesa de Ouro de Pior Atriz para Demi Moore é mais implicância do que exatamente justiça. Seu problema maior é o excesso de clichês no qual ele se atola, sem que tenha o distanciamento crítico para ao menos não levar-se a sério. Não há nenhum senso de humor no roteiro feminista e seu ritmo sofre um sério abalo na segunda metade, precisamente quando tinha tudo para conquistar a plateia com cenas de ação que Scott sabe dirigir muito bem - como comprovou em filmes posteriores como "Gladiador" e "Falcão negro em perigo". Tudo é feito com grande competência, desde a fotografia inspirada de Hugh Johnson até a bela música de Trevor Jones, mas falta coração a "Até o limite da honra". Coração e paixão.


Demi Moore - bela como sempre e evitando o uso de dublês - vive Jordan O'Neil, uma especialista em topologia que é escolhida para ser a primeira mulher a enfrentar o treinamento mais radical dos fuzileiros americanos, do qual 60% dos inscritos desiste antes do final. Sua escolha é menos altruísta do que interesseira: quem está por trás de tudo é a senadora Lilian DeHaven (Anne Bancroft), uma raposa velha política que vê na mudança das atitudes da Marinha americana em relação às mulheres um benefício para sua própria carreira. Hostilizada pelos colegas de treinamento - que não sabem nem ao menos como lidar com sua presença entre eles - O'Neil aos poucos passa a ganhar o respeito e a admiração de todos, ao mostrar-se tão forte, corajosa e persistente quanto qualquer um. Sua trajetória, porém, fica ameaçada quando a própria senadora tenta puxar-lhe o tapete, lançando boatos sobre sua sexualidade.

A primeira parte de "Até o limite da honra" é a melhor. Apesar de usar e abusar de todos os clichês do gênero, o treinamento de Jordan e seus colegas consegue ser interessante, principalmente por contar com a atuação vigorosa de Viggo Mortensen como o comandante John Urgayle - que, honrando a tradição máxima do lugar-comum é um brucutu que recita T.E. Lawrence e se desmancha de admiração pela heroína nas cenas finais. Antes de sua consagração com a trilogia "O Senhor dos anéis", Mortensen já mostrava que tinha um talento incomum, conseguindo fazer o possível e o impossível com uma personagem unidimensional. Sua participação engrandece o filme, assim como o trabalho mais uma vez irrepreensível de Anne Bancroft, que rouba todas as (infelizmente poucas) cenas em que aparece. São eles que dão sustentação à Demi Moore, cuja protagonista, apesar de forte e determinada não é desenvolvida a contento pelo roteiro. Ainda assim, a então esposa de Bruce Willis merece elogios por sua dedicação e pela coragem de arriscar-se em um terreno dominado quase exclusivamente pelos homens.

Sem maiores expectativas pode-se gostar bastante de "Até o limite da honra" - que apresenta inclusive uma bela canção original interpretada pela banda The Pretenders em seus créditos finais. É um exemplar muito digno de seu gênero, ainda que fique muito aquém de tudo já realizado por Ridley Scott. E tem Demi Moore botando muito homem no chinelo, o que sempre é muito interessante...

Monday, December 6, 2010

PROPOSTA INDECENTE

PROPOSTA INDECENTE (Indecent proposal, 1993, Paramount Pictures, 117min) Direção: Adrian Lyne. Roteiro: Amy Holden Jones, romance de Jack Engelhard. Fotografia: Howard Atherton. Montagem: Joe Hutsching. Música: John Barry. Figurino: Beatrix Aruna-Pasztor, Bernie Pollack, Bobbie Read. Direção de arte/cenários: Mel Bourne/Etta Leff. Produção executiva: Alex Gartner. Produção: Sherry Lansing. Elenco: Robert Redford, Demi Moore, Woody Harrelson, Oliver Platt, Seymour Cassel, Billy Bob Thornton. Estreia: 07/4/93

Quando foi lançado, em 1993, o filme "Proposta indecente", de Adrian Lyne, foi chamado, por um crítico, de "filme dos sonhos de qualquer cinéfilo de shopping-center". De uma certa maneira a afirmação não deixa de ser verdadeira. Utilizando elementos de obras anteriores do cineasta - o apuro visual de "9 1/2 semanas de amor" e a aura polêmica de "Atração fatal" - a adaptação livre do romance de Jack Engelhard é o típico produto de sua época: atraente por fora e sem substância nenhuma por dentro. Aliás, apenas a premissa inicial do livro de Engelhard foi utilizada no roteiro, e é preciso reconhecer que é uma senhora premissa.

Durante meses a fio a imprensa do mundo todo discutiu a ideia central do filme: você emprestaria sua mulher a outro homem, por apenas uma noite, em troca de um milhão de dólares? Pois é exatamente esta a proposta indecente do título. Em um cassino de Las Vegas, o multimilionário John Gage (Robert Redford em uma rara aparição nas telas na década de 90) conhece o jovem e atraente casal David e Diana Murphy (Woody Harrelson em um de seus primeiros papéis de destaque e a deslumbrante Demi Moore no auge da beleza). O casal, ambos belos, interessantes e apaixonados também estão absolutamente quebrados financeiramente e não tem dinheiro nem mesmo para pagar as prestações da casa que o rapaz está construindo para eles. Fascinado pela beleza de Diana, o ricaço propõe então a controversa questão: uma noite com ela e um milhão de verdinhas na conta do casal.


Não é difícil prever o que vem a partir daí, uma vez que o filme se concentra mesmo é no pós-proposta, apesar dela ser o pontapé inicial da trama. Ciúme, desconfiança e a eterna busca sobre o que é mais importante na vida acabam sendo os ingredientes da segunda metade do filme, que, em mãos pouco capazes, é a parte menos interessante do filme. Adrian Lyne, que não é um grande diretor de atores, mostra aqui toda sua fragilidade. Robert Redford nunca esteve tão desconfortável em cena, herdando um papel que, nos primórdios do projeto, seria de Warren Beatty. E se Demi Moore não precisa muito esforço para desfilar bela e sensual pela tela, é justamente o menos conhecido do trio, Woody Harrelson, quem se destaca, em uma atuação que tenta dar dignidade a uma história de telenovela.


O roteiro de "Proposta indecente" jamais consegue ultrapassar o lugar-comum. Enquanto a proposta de John Gage não é aceita e a dúvida a seu respeito atrapalha o sono de seus protagonistas o interesse do espectador é mantido aceso. Depois que o ciúme e a desconfiança assumem o papel central da história, tudo perde o foco. O romance entre Diana e Gage e a luta de David para reconquistá-la nunca consegue convencer a plateia, que é privada, a partir daí, da tensão inicial e das quentes cenas de sexo, marca registrada do diretor. Depois de uma primeira hora razoavelmente correta, tudo escorrega para uma trama inverossímil e capenga.

Porém, mesmo que não seja um filme dos melhores, "Proposta indecente" não é uma total perda de tempo.  Poucos diretores tem tanto talento para cenas de amor quanto Lyne e ele as executa com o costumeiro zelo, ajudado por uma ótima trilha sonora de John Barry -  a canção que encerra o filme é a belíssima "A love so beautiful", cantada por Roy Orbison - e pela plástica dos atores (aliás, a ideia do filme era utilizá-lo como veículo para o então casal Tom Cruise e Nicole Kidman). Pode não ser uma obra de arte do cinema, e justifica sua descrição de "filme para cinéfilos de shopping-center". Mas ao menos é bem realizado e esteticamente atraente.

Sunday, November 28, 2010

QUESTÃO DE HONRA

QUESTÃO DE HONRA (A few good men, 1992, Columbia Pictures/Castle Rock Entertainment, 138min) Direção: Rob Reiner. Roteiro: Aaron Sorkin, peça teatral de Aaron Sorkin. Fotografia: Robert Richardson. Montagem: Robert Leighton, Steve Nevius. Música: Marc Shaiman. Figurino: Gloria Gresham. Direção de arte/cenários: J. Michael Riva/Michael Taylor. Casting: Janet Hirshenson, Jane Jenkins. Produção executiva: William Gilmore, Rachel Pfeffer. Produção: David Brown, Rob Reiner, Andrew Scheinman. Elenco: Tom Cruise, Jack Nicholson, Demi Moore, Kiefer Sutherland, Kevin Bacon, Kevin Pollack, Noah Wyle, Xander Berkeley, Cuba Gooding Jr., James Marshall, J.T. Walsh. Estreia: 11/12/92

4 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Jack Nicholson), Roteiro Adaptado, Som
 Não deixa de ser interessante e sintomático notar que, no mesmo ano em que Quentin Tarantino fazia sua estreia nas telas com o agressivo e inovador "Cães de aluguel", a Academia de Hollywood tenha indicado para seu Oscar de Melhor Filme uma produção tão quadradinha quanto "Questão de honra". Baseado em uma peça de teatro de Aaron Sorkin (também autor do roteiro), o filme de Rob Reiner é extremamente bem realizado, bem dirigido e feito com uma competência assustadora. Mas, é, ao mesmo tempo, tão clássico, tão correto e tão tecnicamente admirável - a ponto de acabar com um vintage "The end" - que parece de plástico. Apesar disso - ou talvez por isso - é um filme de tribunal empolgante e que, se não chega a ser uma obra-prima, é um dos trabalhos mais interessantes de Tom Cruise.

Ainda em sua tentativa de fugir do estereótipo de galã, Cruise interpreta aqui, o jovem advogado da marinha Daniel Kaefe, que recebe a incumbência de defender, nos tribunais, dois soldados acusados de matar um colega. Acostumado a resolver todos os seus casos com acordos, logo ele passa a ser pressionado por sua superior, a Tenente JoAnne Galloway (Demi Moore) a insistir em uma defesa mais aguerrida. Certos de que os dois réus cometeram o crime cumprindo ordens superiores - um tal "código vermelho" comum na Marinha americana - eles resolvem arriscar suas carreiras ao chamar para depor como testemunha o poderoso Coronel Nathan Jessep (Jack Nicholson).

É difícil encontrar um defeito técnico em "Questão de honra". A música grandiloquente de Marc Shaiman, a edição concisa de Robert Leighton e o roteiro de Aaron Sorkin não deixam espaço para críticas. O elenco é o melhor que se poderia reunir na época: Cruise e Demi Moore eram astros quentíssimos e Jack Nicholson dispensa comentários (sua atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar). A direção de Rob Reiner é correta, discreta e eficaz, e o clímax é poderoso e interpretado com garra. Por que então "Questão de honra" - apesar do sucesso de bilheteria e das indicações ao Oscar - não é lembrado hoje como o excelente filme que é? Justamente por seu medo de ousar.
Na sua tentativa de agradar a todas as fatias de público possíveis - opção esta que a gorda bilheteria mostrou acertada - Reiner construiu um filme meticulosamente fotografado, com um script escrito com a precisão de um relógio cuco e um visual caprichado, em que desde as primeiras sequências fica evidente o cuidado com a produção. Também é elogiável a escolha em não criar um desnecessário romance entre as personagens de Cruise e Demi Moore, o que enfraqueceria a história e mataria o ritmo cadenciado proposto por Sorkin. Mas, mais do que tudo, o que "Questão de honra" tem de melhor é seu elenco.

Se Cruise convence no papel de Daniel Kaffe e Demi Moore entrega uma atuação correta - sem ter que apelar para sua extrema beleza - são os coadjuvantes que definitivamente roubam a cena. Como um dos vilões Kiefer Sutherland exercita sua veia cruel, e Kevin Bacon se mostra um ator versátil e competente como o promotor que luta contra o protagonista no tribunal. E Jack Nicholson, em um dos desempenhos mais assustadores de sua carreira, engole todos à sua volta, com um trabalho excepcional. E o fato de Tom Cruise ter encarado sem medo o veterano ator em uma sequência empolgante, no capítulo final, reitera a afirmação de que, quando bem dirigido, o galã de "Top Gun" tem seu valor dramático.

Deixando de lado os preconceitos contra filmes "certinhos", é possível se encantar com todas as qualidades de "Questão de honra". Não muda a vida de ninguém, mas prende a atenção e é feito com uma inteligência acima da média.

Sunday, October 10, 2010

GHOST - DO OUTRO LADO DA VIDA


GHOST, DO OUTRO LADO DA VIDA (Ghost, 1990, Paramount Pictures, 127min) Direção: Jerry Zucker. Roteiro: Bruce Joel Rubin. Fotografia: Adam Greenberg. Montagem: Walter Murch. Música: Maurice Jarre. Figurino: Ruth Morley. Direção de arte/cenários: Jane Musky/Joe D. Mitchell. Casting: Janet Hirshenson, Jane Jenkins. Produção executiva: Steven-Charles Jaffe. Produção: Lisa Weinstein. Elenco: Patrick Swayze, Demi Moore, Whoopi Goldberg, Sam Goldwin. Estreia: 13/7/90

5 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Whoopi Goldberg), Roteiro Original, Montagem, Trilha Sonora Original

Vencedor de 2 Oscar: Atriz Coadjuvante (Whoopi Goldberg), Roteiro Original


Golden Globe de Melhor Atriz Coadjuvante (Whoopi Goldberg)

Não é exatamente difícil explicar os motivos que fizeram o público gostar tanto de "Ghost, do outro lado da vida". Sua história de amor é comovente e a química entre seus protagonistas é genuína e fotogênica; seu lado cômico tem momentos verdadeiramente hilariantes; sua trama policial consegue ser interessante na medida certa; e seu tema espírita não poderia ter sido mais adequado a um final de século. O que realmente faz pensar é por que seu sucesso foi tão, mas tão grande. Indicado inclusive a um exagerado Oscar de Melhor Filme - além de levar duas estatuetas (o questionável prêmio de roteiro original) e o mais que merecido de atriz coadjuvante para a sempre ótima Whoopi Goldberg - a obra de Jerry Zucker (mais conhecido por ser parte do trio de cineastas responsáveis por comédias amalucadas como "Apertem os cintos, o piloto sumiu!") é apenas mais uma história de amor como tantas que chegam às telas semanalmente, mas que teve a sorte de contar com uma equipe mais talentosa do que o normal.

Senão vejamos: o casal Sam Wheat (Patrick Swyze) e Molly Jensen (a bela Demi Moore) está no auge da paixão e da ascensão social. Acabaram de comprar um excelente apartamento, são bem-sucedidos em suas profissões - ele bancário, ela artista plástica - e, lindos e jovens, tem de repente seus sonhos destruídos quanto, em um assalto, Sam morre assassinado. Desesperada, Molly nem percebe que o melhor amigo de seu marido, o ambicioso Carl (Tony Goldwin) está apaixonado por ela e pior ainda, é o responsável pelo crime. Em espírito, Sam descobre a verdade e, através de Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), uma medium que se julgava charlatã, tenta contar-lhe a verdade.



E a bem da verdade é só isso. A trama escrita por Bruce Joel Rubin mistura os ingredientes de diversos gêneros e, justiça seja feita, é feliz em nunca atropelá-los. Os momentos cômicos, cortesia da fantástica Whoopi Golberg, são engraçadíssimos e as cenas românticas aproveitam ao máximo a química entre Swayze (péssimo ator de grande carisma) e Demi Moore e da bela trilha sonora de Maurice Jarre (que inclusive ressuscita a linda "Unchained melody", dos Righteous Brothers, que tocou à exaustão à época do filme...) A trama policial não chega a empolgar, mas de certa forma também não atrapalha o andamento do filme, dono de um ritmo exemplar, que nunca deixa o espectador cansado e/ou entediado. É tudo tão milimetricamente planejado no roteiro de  "Ghost" que o público nem percebe que o filme só fica realmente bom depois de mais de meia-hora de projeção, quando entra em cena seu maior trunfo: a excelente Whoopi.

Em um papel absolutamente distante da sofrida Celie de "A cor púrpura" - filme que a lançou e demonstrou seu imenso talento - Goldberg rouba descaradamente todas as cenas das quais participa, colocando o filme de Zucker no bolso. Dona de um timing perfeito e repleta de nuances, Whoopi é uma atriz tão competente que quando não está em cena faz uma falta danada. Poucas vezes o Oscar e o Golden Globe de atriz coadjuvantes foram tão merecidos.

Mas o grande problema de "Ghost" é um só: ele já havia sido feito antes e, para sua sorte, seu irmão mais velho não empolgou nem um pouco nas bilheterias. Lançado em 1989, "Além da eternidade", de Steven Spielberg, não fez o sucesso esperado, mas conta praticamente a mesma história - sem os lances cômicos e policiais - com a diferença que seus protagonistas Richard Dreyfuss e Holly Hunter são atores muito mais talentosos, ainda que menos atraentes. "Ghost" é divertido, sim. Emociona os mais sensíveis e ficou na mente e no coração de muita gente mundo afora. Mas está longe de ser a obra-prima que tanto se apregoou.