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Sunday, March 6, 2011

TEMPO DE MATAR

TEMPO DE MATAR (A time to kill, 1996, Warner Bros/Regency Enterprises, 149min) Direção: Joel Schumacher. Roteiro: Akiva Goldsman, romance de John Grisham. Fotografia: Peter Menzies Jr. Montagem: William Steinkamp. Música: Elliott Goldenthal. Figurino: Ingrid Ferrin. Direção de arte/cenários: Larry Fulton/Dorree Cooper. Produção: John Grisham, Hunt Lowry, Arnon Milchan, Michael Nathanson. Elenco: Matthew McConaughey, Kevin Spacey, Samuel L. Jackson, Sandra Bullock, Oliver Platt, Charles S. Dutton, Kiefer Sutherland, Donald Sutherland, Ashley Judd, Patrick McGoohan, Brenda Fricker, Chris Cooper, Doug Hutchinson, Kurtwood Smith. Estreia: 24/7/96

Desde que "A firma" estreou, em 1994, praticamente todos os livros do escritor John Grisham foram adaptados para o cinema, com graus distintos de qualidade. Suas tramas, sempre centradas em advogados em crises de ética ou pessoais ou ambas, tornaram-se quase um gênero à parte dentro da indústria hollywoodiana, mas o que pouca gente percebeu é que, apesar de ser considerado um autor especializados em temas jurídicos, nenhum dos filmes baseados em sua obra tinha reais cenas em um tribunal. Julgamentos em si não apareceram nem em "A firma", nem em "O dossiê Pelicano" e nem tampouco em "O cliente". Esse tabu foi quebrado por "Tempo de matar" que, a despeito de ter sido o primeiro romance do escritor, só chegou às telas em 1996. E o julgamento mostrado no filme - e que ocupa boa parte de sua longa projeção - é tão empolgante que até faz esquecer os finais anti-climáticos de suas adaptações anteriores.

Escrito como resposta a uma indignação silenciosa de Grisham diante de um caso que testemunhou nos tribunais em seu tempo como estudante de Direito, "Tempo de matar" foi publicado em 1989 e demorou a chegar às telas justamente por ser o trabalho preferido do escritor, que hesitou por muito tempo antes de vender seus direitos à Hollywood por medo de vê-lo estragado pelos produtores. Seu medo tornou-se de paranoia à ameaça real quando Kevin Costner interessou-se pelo projeto mas exigia controle absoluto sobre o resultado final. Na metade dos anos 90, Costner já não era tão confiável quanto no início da década e Grisham deu sinal vermelho à produção. Quando Joel Schumacher assumiu a direção - depois de ter comandado o correto "O cliente" - o projeto deslanchou. Nomes como Brad Pitt, Val Kilmer e Woody Harrelson foram cotados para interpretar o protagonista, que surpreendentemente acabou nas mãos de Matthew McConaughey, um ator pouco conhecido que estava escalado para um papel menor. Bonito e charmoso, McConaughey agarrou com unhas e dentes sua grande chance e não decepcionou. Comparado pela crítica ao jovem Paul Newman, tornou-se um promissor astro e, mesmo atuando ao lado de pesos-pesados como Kevin Spacey, Samuel L. Jackson e Donald Sutherland não saiu-se nada mal.


A sequência inicial já deixa bem claro que "Tempo de matar" irá mais além do que seus antecessores. Uma menina negra caminha, cheia de compras, em um dia de extremo calor, em direção à sua casa. Dois homens brancos, bêbados, a abatem com uma lata de cerveja e, como animais, a estupram, espancam e a deixam à beira da morte. A menina é filha de Carl Lee Hailey (Samuel L. Jackson), um operário, que, conhecendo as leis do lugar onde vive - sul dos EUA - resolve fazer justiça com as próprias mãos e mata os dois agressores, ferindo ainda um guarda, que tem sua perna amputada em consequência de um tiro. McConaughey entra em cena como Jake Brigance, um idealista advogado que resolve assumir o caso de Hailey mesmo que isso o torne persona non grata na cidade e o faça sofrer ameaças da Ku Klux Klan. Determinado a fazer justiça e não deixar que a cor da pele de seu cliente seja um fator determinante em seu veredicto, ele precisa enfrentar o promotor Rufus Beckley (Kevin Spacey mais uma vez fantástico) e conta com a ajuda da estudante Ellen Roark (Sandra Bullock, cujo prestígio na época é a única explicação para que tenha seu nome em primeiro lugar nos créditos de abertura).

Sem precisar se esforçar muito para adaptar "Tempo de matar" - cuja prosa fluente e ágil já é praticamente um pré-roteiro - Akiva Goldsman acertou em manter as cenas-chave da história no seu devido lugar. Narrado de forma convencional mas sem perder o ritmo em nenhum momento - nem mesmo quando tentam forçar um romancezinho xinfrim entre McConaughey e Bullock - o filme se beneficia de sua alta qualidade técnica e artística. A fotografia de Peter Menzies Jr. dá o exato tom de calor que a trama exige, e a música de Elliot Goldenthal, mesmo não escapando dos clichês, emociona nas horas certas e não assume importância excessiva. E o elenco coadjuvante não poderia ser melhor: Kiefer Sutherland, Oliver Platt, Brenda Fricker, Chris Cooper e Ashley Judd pontuam com correção o brilho dos colegas protagonistas, em especial Samuel L. Jackson - como um furioso Carl Lee Hailey - e Kevin Spacey, como o cínico promotor que é mais vaidoso do que honesto.

A bilheteria generosa de "Tempo de matar" credenciou Joel Schumacher a ser o comandante de "Batman & Robin" e "Batman eternamente", que quase acabaram com a franquia do homem-morcego - e por conseguinte com sua própria carreira. Mas, por mais que os fãs da série ainda não tenham lhe perdoado (e com toda razão), uma qualidade sua tem que ser louvada: Schumacher é um cineasta que nunca tenta brilhar mais do que seus atores. E "Tempo de matar" é a prova dessa afirmação. É um grande filme de tribunal, com uma ótima história, um elenco impecável e é capaz de emocionar aos mais sensíveis. Entretenimento para adultos que exigem qualidade mas dispensam complexidades. Altamente recomendável!

Thursday, November 11, 2010

JFK, A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

JFK, A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR (JFK, 1991, Warner Bros, 189min) Direção: Oliver Stone. Roteiro: Oliver Stone, Zachary Sklar, livros "On the trail of assassins", de Jim Garrison e "Crossfire: the plot that killed Kennedy", de Jim Marrs. Fotografia: Robert Richardson. Montagem: Joe Hutsching, Pietro Scalia. Música: John Williams. Figurino: Marlene Stewart. Direção de arte/cenários: Victor Kempster/Crispian Sallis. Casting: Risa Bramon Garcia, Billy Hopkins, Heidi Levitt. Produção executiva: Arnon Milchan. Produção: A. Kitman Ho, Oliver Stone. Elenco: Kevin Costner, Sissy Spacek, Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Joe Pesci, Jack Lemmon, Walter Matthau, Donald Sutherland, Kevin Bacon, Michael Rooker, John Candy, Sally Kirkland, Vincent D'Onofrio, Wayne Knight, Laurie Metcalf, Lolita Davidovich, Ron Rifkin. Estreia: 20/12/91

8 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Diretor (Oliver Stone), Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora Original, Som
Vencedor de 2 Oscar: Fotografia, Montagem
Vencedor do Golden Globe de Melhor Diretor (Oliver Stone) 

Em 22 de novembro de 1963, em uma viagem a Dallas, o presidente John Fitzgerald Kennedy foi almejado fatalmente, para desespero de milhares de americanos que o idolatravam. Pouco tempo depois, a polícia apresentava o culpado, o jovem Lee Harvey Oswald. Antes de qualquer tipo de julgamento, o acusado foi assassinado, frente às câmeras de TV, por Jack Ruby, o dono de um bar de strippers, ligado à máfia. Uma comissão formada pelo governo para investigar o caso - a Comissão Warren - chegou à conclusão de que Oswald agiu por contra própria, por discordar das ideias de Kennedy a respeito de Cuba e Fidel Castro. A investigação teria tido um ponto final se Jim Garrison, o promotor público de Nova Orleans, não tivesse dado continuidade ao assunto. Com a ajuda de uma equipe dedicada e incorruptível, ele levou um empresário local ao banco de réus, acusando-o de conspiração. Segundo Garrison, a morte de Kennedy foi o ato final de uma conspiração gigantesca envolvendo o FBI, a CIA e até mesmo o próprio governo americano. E é justamente sua batalha atrás da verdade sobre o assassinato que mudou a história dos EUA que é retratada em "JFK, A pergunta que não quer calar", a obra-prima absoluta do polêmico cineasta Oliver Stone.

Utilizando dois livros como base para seu complexo e instingante roteiro - um escrito pelo próprio Jim Garrison e outro pelo jornalista Jim Marrs, nem sempre de teorias compatíveis - Oliver Stone construiu um dos thrillers políticos mais fascinantes da história do cinema. Ao eleger a investigação de Garrison como fio condutor para sua narrativa, Stone entrega ao público um trabalho detalhista e admiravelmente bem construído. O roteiro, repleto de camadas que escondem camadas que escondem camadas, é um primor de inteligência, que gruda o espectador na cadeira em seus primeiros minutos e não o deixa abandoná-la até seu final - na versão do diretor, mais de três horas depois.
 
Interpretado por um Kevin Costner discreto, que não se deixa engrandecer pela personagem - depois que Harrison Ford e Mel Gibson declinaram do papel - Jim Garrison é o mais próximo de um herói que a trama de "JFK" pode oferecer à plateia. Lembrando em certos momentos seu Elliot Ness de "Os intocáveis" - um homem honesto e quase obcecado em sua busca pela verdade - Garrison serve também como os olhos do público, incrédulos, chocados, absolutamente apavorados com a gama de mentiras que vão sendo desvendadas pouco a pouco. E a forma como as verdades - ou o mais perto possível delas - surgem diante dos olhos de Garrison e da audiência é nunca menos do que brilhante. Nas mãos de Oliver Stone, a morte de John Kennedy, um dos maiores traumas coletivos da história americana, transforma-se em um espetáculo dos mais empolgantes que o cinema pode proporcionar.


Além do roteiro impecável - tão cheio de informações que é desaconselhável até mesmo uma piscadela - Stone também cercou-se de uma equipe excepcional. A edição nunca aquém de espetacular levou um merecidíssimo Oscar, ao alternar vídeos reais com cenas incrivelmente reconstituídas, e a fotografia de Robert Richardson, também oscarizada, se equilibra entre a cor, o preto-e-branco e 8mm (com as recorrentes cenas do filme de Abraham Zapruder, que testemunhou a tragédia, sendo apresentadas quase como uma personagem). A trilha sonora de John Williams comenta a ação com sabedoria, destacando com força os momentos mais tensos - trabalhando longe de Steven Spielberg, Williams criou uma de suas mais sensacionais trilhas, que dá o tom exato das intenções de Oliver Stone em manter intacta a atenção do público mesmo diante da quantidade de nomes, fatos e contradições que se espalham na tela. E se as informações são em número quase assustador, o elenco formado pelo cineasta é de tirar o fôlego. Trabalhando com cachês bem abaixo de seu normal, os atores de "JFK" são um show à parte.


Naturalmente, Kevin Costner lidera o elenco como protagonista absoluto.Mas, a seu lado, desfila um elenco de causar inveja a Robert Altman - em personagens maiores ou menores, eles sustentam com garra e elegância uma estrutura complexa que dá espaço para que todos brilhem em seu devido momento. Somente Tommy Lee Jones chegou a ser indicado ao Oscar, por sua atuação como Clancy Shaw, o único a ser julgado pela morte do presidente, mas sua indicação pode ter sido uma forma de a Academia homenagear todas as feras dirigidas por Stone. Como Lee Harvey Oswald, o inglês Gary Oldman transforma-se absurdamente (como já o havia feito em "Sid & Nancy, o amor mata", onde viveu o roqueiro Sid Vicious). Como o misterioso X, que dá dicas preciosas a Garrison, Donald Sutherland é dono de uma das sequências mais arrepiantes do longa. E além deles, estão presentes Kevin Bacon, Joe Pesci (magnífico), Sissy Spacek e os indescritíveis Jack Lemmon e Walter Matthau. Pode-se pedir mais de um elenco?


"JFK" é eletrizante, inteligente, fascinante e dirigido com uma paixão evidente. Graças a ele, documentos a respeito das investigações da Comissão Warren foram a público muito antes do previsto e, mais importante do que tudo, Oliver Stone conseguiu abalar as estruturas americanas com um filme que nunca deixa de ser também entretenimento da mais alta qualidade. Suas teorias talvez não sejam tão realistas quanto ele afirma, mas só o fato de fazer um trabalho tão impecável do ponto de vista cinematográfico já é motivo o bastante para que seja louvado. Infelizmente bateu de frente com "O silêncio dos inocentes" na corrida pelo Oscar. Ganhou duas estatuetas. Merecia muito mais.

Monday, May 10, 2010

OS DOZE CONDENADOS


OS DOZE CONDENADOS (The dirty dozen, 1967, MGM Pictures, 150min) Direção: Robert Aldrich. Roteiro: Nunnally Johnson, Lukas Heller, baseado no romance de E. M. Nathanson. Fotografia: Edward Scaife. Montagem: Michael Luciano. Música: De Vol. Produção: Kenneth Hyman. Elenco: Lee Marvin, Ernest Borgnine, Richard Jaeckel, George Kennedy, Robert Ryan, John Cassavetes, Charles Bronson, Telly Savallas, Donald Sutherland, Trini Lopez, Jim Brown, Clint Walker, Tom Busby, Ben Carruthers, Stuart Cooper, Colin Maitland. Estreia: 15/5/67

4 indicações ao Oscar: Ator Coadjuvante (John Cassavetes), Montagem, Som, Efeitos Sonoros

Vencedor do Oscar de Efeitos Sonoros


As feministas que perdoem a afirmação, mas existe, sim, "filme de homem". E um exemplo claríssimo disso é "Os doze condenados", dirigido pelo mesmo Robert Aldrich que domou Bette Davis e Joan Crawford em "O que terá acontecido a Baby Jane?". Baseado em um romance de E.M. Nathanson, "Os doze condenados" é uma explosão de testosterona em cada fotograma, não abrindo espaço para nenhum tipo de sentimentalismo, dramas desnecessários ou senso de humor. É um grande filme, mas com um público-alvo específico - os fãs de filmes de guerra à moda clássica.

"Os doze condenados" começa em março de 1944, em Londres. O Major Reisman (Lee Marvin em papel recusado por John Wayne) é chamado à presença de um superior para receber uma nova e atípica missão. Conhecido por seus modos rebeldes e contrários à hierarquia, ele é escolhido para ser o comandante de uma missão aparentemente suicida - invadir um castelo na França onde os alemães guardam sua munição, explodí-lo e matar todos os soldados nazistas que estiverem presentes (assim como quem mais estiver por perto). Como seus comandados, o Major terá uma equipe de doze homens que pouco tem a perder - uma dúzia de condenados pela justiça militar (alguns à morte, outros à prisão perpétua) que, se bem sucedidos em sua perigosa batalha, estarão absolvidos de seus crimes. Entre os escolhidos por Reisman encontram-se o ex-soldado Wladislaw (Charles Bronson) - preso por atacar um superior -, Jefferson (Jim Brown) - um ativista dos direitos dos negros -, Franko (John Cassavetes) - um gângster rebelde -, Maggot (Telly Savallas) - um psicopata que mata mulheres que fogem dos padrões cristãos - e Pinkley (Donald Sutherland) - um homem com problemas mentais.

A primeira providência de Reisman é unir seus homens e fazer deles uma equipe coesa e sólida. Para isso, ele reúne a todos em um campo de treinamento rígido e implacável. É neste campo que os prisioneiros transformados em soldados tornam-se um time, deixando suas diferenças de lado em prol de um mesmo objetivo. Logo em seguida, depois de provarem ao superior de Reisman que são capazes de cumprir o que lhes foi proposto - mesmo quando chegam perto de perder sua possibilidade de perdão graças a uma festinha particular com algumas garotas de programa - chega a hora de partir para o ataque. Com suas vidas em jogo, a dúzia de imundos do título original se entregam de corpo e alma ao plano criado por seu líder.



"Os doze condenados" é um filme que vale por três. Seus três atos claramente delimitados poderiam facilmente ser produtos isolados e seriam interessantes o suficiente. Primeiro, o treinamento: é pouco provável que o espectador mais ligado não vá perceber semelhanças entre esta parte inicial com o primeiro ato de "Nascido para matar", de Stanley Kubrick - logicamente sem a violência deste último. Inúmeros filmes de guerra de certa forma utilizaram deste artifício para apresentar suas personagens e o trabalho de Aldrich é exemplar: com o encerramento do capítulo inicial, o público já está torcendo por seus "heróis", mesmo que saiba que eles são todos criminosos. É interessante notar que o roteiro não se detém em explicitar detalhadamente as razões que levaram os protagonistas à cadeia, o que por um lado os torna mais simpáticos à plateia, mas ao mesmo tempo enfraquece suas personalidades. O público, de certa forma, tem acesso apenas ao que está vendo, esquecendo já na metade do filme que está torcendo por homens que, em produções menos corajosas, seriam os vilões.

A segunda parte da trama mostra como os homens contatados por Reisman provam sua competência em relação ao que foi planejado e como tornaram-se realmente unidos. É talvez a parte menos empolgante do filme, mas que serve de ponte para a esperada e catártica terceira fase do roteiro de Nunnally Johnson e Lukas Heller: a missão propriamente dita.

É difícil descrever a elegância de Robert Aldrich em dirigir o terço final de "Os doze condenados". Sem apelar para uma violência exagerada - ainda que o tema e a proposta permitissem que ele fizesse isso - o cineasta rege uma sucessão de pequenas cenas que, concatenadas, formam um extraordinário clímax, que, revisto hoje, parece claramente ter inspirado Quentin Tarantino em seu "Bastardos inglórios": ao recusar-se a cortar uma cena crucial - que envolvia mulheres e crianças alemãs - o diretor demonstrou uma bravura louvável, que, dizem, lhe custou uma indicação ao Oscar.

"Os doze condenados" é um filme de guerra exemplar. Ao fugir do clichê de mostrar as batalhas em si, ele apresenta um lado até então inédito do conflito e cede espaço para algumas criações raras em obras do gênero: John Cassavetes, por exemplo, concorreu ao Oscar de ator coadjuvante por seu trabalho como o rebelde Franko e Donald Sutherland (herdando um papel recusado por outro ator), carimbou seu passaporte para um dos papéis principais de "M.A.S.H.", de Robert Altman - que lhe transformou em astro. Isso sem falar na atuação de Lee Marvin, ele mesmo um veterano da II Guerra, assim como Telly Savallas, Charles Bronson e Ernest Borgnine.

Maior sucesso de bilheteria da MGM no ano de 1967, "Os doze condenados" rendeu três sequências feitas para a TV e tem um remake marcado para 2012. É esperar para conferir o que a tecnologia moderna pode oferecer para melhorar ainda mais a incrível história criada por Nathanson.